segunda-feira, janeiro 04, 2010
Ano novo, coisas velhas fora...
Cheguei em casa em fiz uma pequena operação bota fora... isso vai mais um saco de lixo e mais um monte de resvista velhas, que colecionei durante algum tempo, que tinha foleado algumas vezes, mas que a mais de ano não eram mais abertas para nada, nem para ver as figuras...enfim, sem muito olhar, sem abri-las, coloquei tudo dentro de um saco e lixo. Porque se a gente abre, folheia, desiste de jogar fora, na promessa que vamos reler, e então a revista velha volta para estante até a proxima tentativa.
Abri gavetas, joguei um bocado de coisas fora, limpei gavetas.
Todas que encontrei pela casa.
Isto é resultado de uma ousadia minha. Enfrentei meu pai , subi ao sotão (por assim dizer) da casa dele e realizei um sonho de minha mãe. Joguei fora um monte de entulhos, coisas velhas que ele nem sequer tinha ciencia que ainda estavam lá. Usei sacos pretos para colocar todo aquele lixo e coisas inuteis e por para fora, joguei fora muita coisa. Lampadas de 15 wats que podem ser uteis para alguém , mas para a nós apenas ocupavam espaços, canos, barras de ferro, velhas fantasias de carnaval mofadas, metro e metros de panos velhos... varas de pescar, algumas infelizmente foram resgatadas, mas me vanglorio de ter prontamente quebrado uma em pedacinhos, saco preto e rua... meu pai não pesca mais a anos. Definitivamete não precisa de nenhuma das 15 veras de pescar que ainda tem, nem dos 5 molinetes, nem dos mais de 35 kg de chumbadas,das quais a maior parte joguei fora.
Esse bota fora todo teve um impacto em mim. Percebi que se não me policiar, também acabo guardando muito lixo, muitas coisas inuteis, muita coisa sem sentido. Por isso cheguei 2010 com esta meta, não acumular lixo, nem fora de nem dentro de mim.
Abri gavetas, joguei um bocado de coisas fora, limpei gavetas.
Todas que encontrei pela casa.
Isto é resultado de uma ousadia minha. Enfrentei meu pai , subi ao sotão (por assim dizer) da casa dele e realizei um sonho de minha mãe. Joguei fora um monte de entulhos, coisas velhas que ele nem sequer tinha ciencia que ainda estavam lá. Usei sacos pretos para colocar todo aquele lixo e coisas inuteis e por para fora, joguei fora muita coisa. Lampadas de 15 wats que podem ser uteis para alguém , mas para a nós apenas ocupavam espaços, canos, barras de ferro, velhas fantasias de carnaval mofadas, metro e metros de panos velhos... varas de pescar, algumas infelizmente foram resgatadas, mas me vanglorio de ter prontamente quebrado uma em pedacinhos, saco preto e rua... meu pai não pesca mais a anos. Definitivamete não precisa de nenhuma das 15 veras de pescar que ainda tem, nem dos 5 molinetes, nem dos mais de 35 kg de chumbadas,das quais a maior parte joguei fora.
Esse bota fora todo teve um impacto em mim. Percebi que se não me policiar, também acabo guardando muito lixo, muitas coisas inuteis, muita coisa sem sentido. Por isso cheguei 2010 com esta meta, não acumular lixo, nem fora de nem dentro de mim.
Angra...infeliz ano novo.
Não passei o natal nem o ano novo na costa verde. Voltei dia 2 de janeiro para cá. Pelas notícias que via nos telejornais, achei que iria encontrar um caos nas estradas. Que nada tudo estava tranquilo a não ser pelo engarrafamento no sentindo contrário (Angra - Rio). A medida que nos aproximavamos da região de Angra o tempo ia mudando do céu azul que deixei no Rio de Janeiro para um cinza chumbo, que já incorporei a paisagem local. Porém mais do que isso comecei a notar os pequenos deslizamentos ao longo da estrada que deixaram algumas moradias ao ponto de cair. A medida que seguiamos viagem os sinais da forte chuva de dois dias atrás foram ficando mais evidentes. Longas fendas abertas nas encostas foram surgindo com mais frenquência até que o onibus encontrou a primeira e unica retenção do percurso. A mais ou menos 7 km da Rodoviária de Angra dos Reis a estrada estava desabando, antes poré, já havia avistado uma grande falha na vegetação da Ilha Grande, onde houve a tragédia. Impressionante era a unica palavra para descrever o acontecido. Na tv ainda não tinha sentido a verdadeira dimensão do desastre, mas agora vendo ao vivo era algo assustador.
O motorista do onibus nos disse que daquele ponto em diante só estavam passando a pé. Peguei minha mochila e tres bolsas e continuei na esperança de encontrar algum onibus indo para angra depois do deslizamento. A medida que andava a estrada se tornava suja com uma lama avermelhada. A agua ainda corria pelo asfalto embora não estivesse chovendo.
Alcancei uma parte onde o morro deslizou, uma grande falha subia o morro e um riacho corria abaixo formando uma pequena cachoeira. Era uma grande e profunda erosão. A vegetação se fora, as mata que restou em volta formava uma especie de tunel. Dava medo de ver. A impressão era algo iria rolar de de cima de repente.
continuei seguindo até achar o exato ponto onde o asfato foi abocanhado. Pouco menos que metade da pista se foi, porém o maior problema era que do alto do morro ouviram estalados de madeira se quebrando, oque poderia indicar uma movimentação de terra, a policia já havia isolado a estrada, continuei seguindo quando um bombeiro me pediu pra seguir pelo outro lado da pista. Oque vi em seguida foi um cenario de caotico de pessoas com a expressão desacreditada, e uma fila de carros parados. era como a cena de um desses filmes catástrofe onde a opulaçào foge em massa de um lugar condenado, tudo isso ao som de sirenes, ora aqui, ora mais adiante. Pessoas sentadas a beira da estrada algumas andando como se fosse a esmo. Em todas o mesmo olhar perdido, nas autoridades, o de preocupação, em comum, apenas a espera pelo pior.
Continuei andando, mesmo muito cansado sob o peso da minha bagagem, 7 km depois estava sentado narranado os fatos para um amigo na rodoviária de Angra.
Para todos que encontrei que passaram o fim de ano aqui a mesma narrativa, muita chuva, falta de energia elétrica, enchente, horas de espera e depois tristeza de quem perdeu pertences, casa, e amigos.
O motorista do onibus nos disse que daquele ponto em diante só estavam passando a pé. Peguei minha mochila e tres bolsas e continuei na esperança de encontrar algum onibus indo para angra depois do deslizamento. A medida que andava a estrada se tornava suja com uma lama avermelhada. A agua ainda corria pelo asfalto embora não estivesse chovendo.
Alcancei uma parte onde o morro deslizou, uma grande falha subia o morro e um riacho corria abaixo formando uma pequena cachoeira. Era uma grande e profunda erosão. A vegetação se fora, as mata que restou em volta formava uma especie de tunel. Dava medo de ver. A impressão era algo iria rolar de de cima de repente.
continuei seguindo até achar o exato ponto onde o asfato foi abocanhado. Pouco menos que metade da pista se foi, porém o maior problema era que do alto do morro ouviram estalados de madeira se quebrando, oque poderia indicar uma movimentação de terra, a policia já havia isolado a estrada, continuei seguindo quando um bombeiro me pediu pra seguir pelo outro lado da pista. Oque vi em seguida foi um cenario de caotico de pessoas com a expressão desacreditada, e uma fila de carros parados. era como a cena de um desses filmes catástrofe onde a opulaçào foge em massa de um lugar condenado, tudo isso ao som de sirenes, ora aqui, ora mais adiante. Pessoas sentadas a beira da estrada algumas andando como se fosse a esmo. Em todas o mesmo olhar perdido, nas autoridades, o de preocupação, em comum, apenas a espera pelo pior.
Continuei andando, mesmo muito cansado sob o peso da minha bagagem, 7 km depois estava sentado narranado os fatos para um amigo na rodoviária de Angra.
Para todos que encontrei que passaram o fim de ano aqui a mesma narrativa, muita chuva, falta de energia elétrica, enchente, horas de espera e depois tristeza de quem perdeu pertences, casa, e amigos.
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