terça-feira, março 24, 2009




only time (tradução)
enya



Quem pode dizer
aonde vai a estrada ?
Para onde vão os dias ?
Só o tempo

E quem pode dizer
se o seu amor crescerá
conforme seu coração quiser ?
Só o tempo


Quem pode dizer
porque seu coração suspira
conforme seu coração flutua ?
Só o tempo

E quem pode dizer
porque seu coração chora
quando seu amor morre?
Só o tempo

Quem pode dizer
quando os caminhos
se cruzam
que o amor deve estar
em seu coração ?

E quem pode dizer
quando o dia termina
se a noite guarda
todo o seu coração ?
se a noite guarda
todo o seu coração

Quem pode dizer
se o seu amor crescerá
conforme seu coração quiser ?
Só o tempo

E quem pode dizer
aonde vai a estrada ?
Para onde vão os dias ?
Só o tempo

Quem sabe - Só o tempo
Quem sabe - Só o tempo
Minha casa hoje é maior.
Mais silenciosa.
Uma paz.


Tudo tem um preço.
Até mesmo se dar valor tem um.
De repente me vejo só sentado em frente a TV de 42 polegadas. Uma plasma de boa qualidade. Meu confortável sofá me abraça numa tentativa inutil de me consolar.

Consolar de que? Não há nada... é exatamente isso que me incomoda.

O vazio.



segunda-feira, março 23, 2009




 "O Amor não pressa

nem presa...


nem essa de ser surpresa. "



(poema que amo, de um cartão que ganhei de aniversário do meu irmão a muito tempo atrás)
Olha só.
De um modo geral, eu corro atrás daquilo que acho que vale apena. Isso é em todos os níveis.
Amizades, trabalhos, idéias...
Mas amizades tem o toque humano. O sujo toque do humano. Este dedo engordurado, do óleo que proteje a pele humana, e vai sujando tudo que toca (já reparou em cordinha de caixa de descarga. Imundo).
Amizades, por ter este toque,  esta interferência de não ser coisa, de se estar lidando com outro humano, e mais complicado. Correr atrás de uma idéia, po-la em prática, é uma coisa. Comprei a idéia, vou a luta para vende-la. Me é requerido um trabalho, se gosto, levo aquilo como uma missão a ser cumprida, digno de qualquer sentimento militar.
Mas aí vem a amizade.
Merda!
A droga do humano tá lá.
Com seus sentimentos, suas causas, suas razões.
É um jogo dificil. Se acho que vale apena, eu corro atrás.
Até o humano me convencer que não vale a pena. E no fim acabo descobrindo que amizade a gente não corre atrás.
Amizade não corre.
A chuva cai lá fora. Eu sempre quis começar um texto assim...
A chuva cai lá fora, atrapalhando o sossego da noite. Já é tarde. Eu deveria estar dormindo. Mas resolvi escrever.
Faz tempo que não escrevo. O texto anterior foi escrito a algum tempo. É uma carta de alforria para minha alma apegada a sofrimentos mesquinhos. Desses alimentados por fofoquinhas e intrguinhas. Assim mesmo, no diminutivo. É pondo no diminutivo que vou execitando a capacidade de por cada uma dessas atividades humanas no seu devido lugar.
Fofoquinhas, intriguinhas...
Eu não queria ter magoa. Ter mágoa significa que me incomoda.
Não é agua esta mágoa, é um caldo grosso, com pontas de osso triturados, arranha a garganta quando passa. Mas eu aprendo, engulo. Porque o único que pode transubstanciar esta mistura sou eu.

domingo, março 22, 2009

Uma outra face...

Eu hoje ofereci a outra face a quem já me bateu. Não te digo isso por orgulho, mas para que entendas que no mundo existem pessoas ignorantes,  e eu também desejei ser igual a estes ou pior.

"Sim, eu quis dançar, sapatear sob a ignorância; hoje, porém, apenas sei que ela tem pés na cabeça e, num auto-esmagar que não cessa, todos os ignorantes tratam de afundar-se na lama que jorra suas bocas."

Eu quis revidar o mal que me fazem aqueles que falam sem razão de coisas que mal conhecem. Eu quis afrontar os ignorantes, preconceituosos, os que me julgam pelo meu jeito de ser, sem me conhecer de verdade.

"Mas não é necessário - estes têm línguas feito chicotes e, no vicio do açoite, acertarão suas próprias costas, arderão em calúnia e maledicência. E, mesmo que eu ainda queira esfaqueá-los num golpe de olhar, vejo que estes mesmo ignorantes hão de sangrar cada vez que lançarem seus olhares áridos em campos férteis, como se almejados por lanças bárbaras."

Basta aos ignorantes apenas encontrar uma nova vitima, um novo individuo, outro ser, para que seu mal se espalhe e sua própria doença o infeccione mais e mais, e não sou eu quem vai curar o mundo deste mal.

O mundo dá voltas.

Aos sós, minha companhia.

Aos carentes, minha amizade.

Aos necessitados, minha mão estendia.

Assim, sem olhar para trás, estarei sempre a frente dos que me julgam.



Adaptado a partir de um texto neste blog aqui