quinta-feira, junho 04, 2009






Sinceras Orações

Deus,
Eu estou com muita vontade de beijar na boca. Pois é. Tu não podes achar que isso é ruim, falta de castidade de minha parte ou coisa similar. Me fizestes de carne, com desejos da carne, cheio de fraquezas. Pusestes na carne o prazer... então tenho que me negar o prazer. Não acredito que fizeste coisa tão boa por nada. Que maldade, é como proibir uma criança de comer os brigadeiros em uma festa de aniversário.
Mas veja, não estou pedindo. Estou apenas falando. Estou sendo sincero. Quero beijar, sentir prazer em beijo longo e gostoso. Não podes me condenar por apenas querer ser feliz. Não há felicidade e ficar na vontade, porque todo mundo que está aqui tu fizeste também com vontades. Algumas pessoas me disseram que Tu fizeste-nos com vontades para poder supera-las... hmpf ! A troco de de que? Tá eu supero minha vontade, e ganho o que com isso? Sinceramente... Equilíbrio!
Vamos ser francos um com o outro. Quando Tu criou em orgasmo, estavas pensando em equilíbrio? Quando fizestes o beijo, o prazer, a paixão contida nos beijos, tu estavas pensando em gente equilibrada que sabia o que quer e o que fazer? Paixão, beijo, sexo, orgasmo... tudo isso me parece íntimo de um bendito "olha para o abismo e se joga". Sei lá o que tem no fim, quero curtir a viagem.
Então está dito, estou com vontade de beijar na boca. Obrigado por criar o beijo.

Amém!

terça-feira, junho 02, 2009

Hoje eu descobri que fiz de uma grande mágoa um desejo de que oque aconteceu comigo, nunca aconteça com ou outros. E que fiz isso e maneira sincera.
Tenho orgulho de mim por isso, porque dei um passo grande dentro de mim. Foi sem querer. Foi sem ver, foi sem programar. Naturalmente fiz.
Sabe... eu sou uma pessoa boa.
Talvez eu não seja bom o suficiente para todos. Mas fui bom o suficiente para transformar uma magoa em um atributo. Nem me pergunte como isso aconteceu. Não sei dizer bem ao certo como foi. Acho que foi assim.
Fiz da mágoa um texto.
Postei num blog.
e a esqueci lá.
Nesta nuvem difusa de humanos pedintes que encontramos nas ruas, fica dificil separar o joio do trigo. Um lado de mim se emociona com as diversas histórias (quando se tem uma para contar), algumas bem elaboradas, outras somente bem decoradas, e então enterneço meu coração na intenção de colaborar com qualquer quantia, o que vale é a inteção. Outro lado meu, endurecido pelo mal carater do homem, pensa e analisa friamente... se eu colaborar estarei colaborando para que esta pessoa nunca faça outra coisa além de pedir.
A vida nas grande cidades é rapida demais, estamos sempre com muita pressa, porque somos escravos do relógio que nos acoita com dois chicotes, um menor que marca as horas e outro mais comprido que marca os minutos. Fica dificil para para analisar alguma história, separar a verdade da mentira. Mentira sim, porque existe seres humanos com uma grande capacidade de mentir, inclusive entre esses que pedem.
Parte o coração crianças que pedem nas ruas, as portas de restaurantes, ignoradas. Não dou dinheiro a criança pedinte, mas algumas vezes me pedem comida. Dou comida. Pago um lanche, um refrigerante... mato a fome do corpo, e por muitas vezes esqueço a fome que a alma humana tem, de atenção de sorriso, de carinho.
Admito minha inutilidade dentro deste contexto. Pouco posso fazer além de um sorriso, um gesto amigo, a companhia por alguns segundos. Mas gostaria de poder fazer um pouco mais.