terça-feira, junho 02, 2009

Nesta nuvem difusa de humanos pedintes que encontramos nas ruas, fica dificil separar o joio do trigo. Um lado de mim se emociona com as diversas histórias (quando se tem uma para contar), algumas bem elaboradas, outras somente bem decoradas, e então enterneço meu coração na intenção de colaborar com qualquer quantia, o que vale é a inteção. Outro lado meu, endurecido pelo mal carater do homem, pensa e analisa friamente... se eu colaborar estarei colaborando para que esta pessoa nunca faça outra coisa além de pedir.
A vida nas grande cidades é rapida demais, estamos sempre com muita pressa, porque somos escravos do relógio que nos acoita com dois chicotes, um menor que marca as horas e outro mais comprido que marca os minutos. Fica dificil para para analisar alguma história, separar a verdade da mentira. Mentira sim, porque existe seres humanos com uma grande capacidade de mentir, inclusive entre esses que pedem.
Parte o coração crianças que pedem nas ruas, as portas de restaurantes, ignoradas. Não dou dinheiro a criança pedinte, mas algumas vezes me pedem comida. Dou comida. Pago um lanche, um refrigerante... mato a fome do corpo, e por muitas vezes esqueço a fome que a alma humana tem, de atenção de sorriso, de carinho.
Admito minha inutilidade dentro deste contexto. Pouco posso fazer além de um sorriso, um gesto amigo, a companhia por alguns segundos. Mas gostaria de poder fazer um pouco mais.