sexta-feira, fevereiro 28, 2003

ÉGUAS, CAVALOS, JUMENTOS E SIMILARES
Desde que que o funk chegou a a categoria de MPB (Música Pornográfica Brasileira), se tornou algo insuportavel... já era ruim por si só quando ainda era uma coisa mais.. digamos... inocente. Letras entupidas erros de concordância, usando o batido tema "amor" em sua maioria das vezes, isso quando o MC não achava de citar o Rio de Janeiro inteiro, bairro por bairro... era até legal na primeira vez, mas na metade da música eu já estava cansado de andar de bairro em bairro, e por conseguinte cansado de ouvir aquilo.
A tal Tati Quebra Barraco simplesmente conseguiu elevar a categoria feminina a condição de cadelas, e elas gostaram ( ao que tudo indica), e se portavam como tal durante a música. Um boom de danças, moda que começou no famigerado pagode -axé ( que droga de mistura ), dança da manivela, dança do coco, dança do perneta, dança macaco, dança do cachorrinho e a música... a boa música, aquela que tem letra e transmite uma idéia, foi por assim dizer dançando.
Que saudade de Renato Russo, dos rock nacionais... de Ultraje a Rigor e Titãs...opa ! Titãs ainda estão por aí...me diga, por onde ? Em que Rádio, em que programa de tv ?
Ligue a TV... lá está MC serginho... um sujeitinho horroroso com voz de malaco, que depois de empurrar "Vai Serginho" na nossa cara aparece com uma eguinha pocotó, uma letra miserável, com rima mais miseráveis, sem sentido nenhum...canta do dito MC enquanto um sujeito magrelo e afetado, rebola e tem convulsões.
Seu nome : Lacraia !
Vim então a descobrir que aquilo era a dança da eguinha pocotó (mais uma dança).
E faz sucesso !
E a MPB se torna Musica Pobre Brasileira ou Música Podre Brasileira.
Me tragam um Dorflex !

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