Desde de sábado o tempo melhorou.
Sábado eu fui ver o local do desabamento. Senhor... é uma cena de cinema. Tudo estava destruido, onde antes haviam casas agora só existe lama e tronco de árvores quebrados, ruínas.
A água invadiu a galeria de esgoto do bairro inteiro e expulsou toda sujeira, que se misturou com o barro que descia do morro, o cheiro é nauseante. Da rodovia Rio-Santos você pode ver uma cachoeira que ante estava escondida pelas árvores e agora é como uma imensa rachadura cortando o morro. Todas as ruas daquele bairro estão como se fossem de barro. O asfalto esta totalmente coberto.
Nas ruas, a vida insiste em voltar o normal, porem não ha água. Não há como lavar as roupas, não há como lavar as casas...
Colchões, sofás, televisões, tudo misturado a lama e lixo se amontoam pelo caminho.
No locam onde as casas foram levadas, encontrei meu amigo, o Caio... Ele estava lá de pé.. VIVO.
Fomos até o local onde eles (a mãe e seu irmão) estavam abrigados. A Mãe do Caio sofreu escoriações na perna e na mão, mas passa bem. Todas as vítimas estão num estado de choque...
A família do irmão Geraldo se mudou já. Segundo a D. Vera, os corpos das pessoas (muitas crianças) vinham rolando e passavam pela porta da casa dela. Os gritos de socorro vinham de toda parte. Tudo estava escuro, o ocorrido foi por volta das 4:00 da manhã.
Reginaldo Jackson, depois de mais de 36 horas ajudando a resgatar os corpos desmaiou exausto.
o cenário ainda é de um pesadelo.
Ontem de madrugada, voltou a chover forte, mas foi só por momento.
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